22 jan 2017

Espuma, cirurgia, laser ou radiofrequência? Entenda os métodos para tratar varizes mais internas

Angiologista e cirurgiã vascular do corpo clínico do Hospital Albert Einstein esclarece alguns pontos que devem ser analisados na escolha do melhor método para tratar veias safena e outras internas

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Atualmente, vários são os recursos para tratar as temidas varizes — veias dilatadas e tortuosas que perderam sua função causando danos estéticos e circulatórios. A cirurgiã vascular e angiologista Dra. Aline Lamaita, médica do corpo clínico do Hospital Albert Einstein, explica que — de cirurgias a tecnologias não-invasivas —, na hora de escolher o tratamento ideal, o médico deve considerar alguns fatores: “O calibre da veia, o tom de pele da paciente, a localização na perna e se a veia está mais profunda ou superficial”.

No caso da veia safena e aquelas mais internas, esse tipo de varizes pode causar danos à circulação. “Então elas devem ser tratadas por questões de saúde, são geralmente mais calibrosas”, explica. No geral, três tipos de tratamento podem ser feitos: cirurgia convencional, endolaser e radiofrequência e a espuma densa. A angiologista comenta as vantagens e desvantagens de cada procedimento:

Cirurgia convencional
Como é feita: “É feito um corte pequeno (0,5 cm) no tornozelo e outro em torno de 2 a 3 cm na virilha. Pelo corte do tornozelo é introduzido um aparelho que se chama fleboextrator, que vai correr pela safena e ser exteriorizado pela virilha. Depois esse aparelho é arrancado juntamente com a veia”, explica a médica.
Vantagens: “Ainda é o método mais realizado no Brasil, consagrado e com bons resultados”, comenta.
Desvantagens: “Como a veia é arrancada, geralmente temos uma área maior de hematomas e consequentemente mais dor pós-operatória. O tempo de recuperação costuma ser em torno de 15 dias”, diz a angiologista.

Endolaser e radiofrequência
Como é feita: “Sem cortes, a veia safena é puncionada e uma fibra é colocada através de um introdutor dentro dela. A ponta da fibra é posicionada na virilha (guiada por ultrassom). A outra extremidade da fibra é então conectada a um aparelho de laser ou radiofrequência que vai liberar uma energia que queima a veia. A fibra então é retirada lentamente enquanto a veia vai sendo cauterizada em todo o segmento a ser tratado. O interessante é que a veia não é retirada, ela vai ser queimada e se transformar em um cordão fibroso (uma cicatriz) não participando mais da circulação das pernas”, comenta.
Vantagens: “Recuperação mais rápida, menos hematomas, sem cortes. De 4 a 6 dias para retorno as atividades”.
Desvantagens: “A maioria dos convênios ainda não prevê cobertura”.

Espuma Densa
Como é feita: “A espuma densa é uma mistura de ar ambiente com um produto chamado polidocanol. Feito com duas seringas e uma torneirinha de rosca, esse produto é então aplicado na veia a ser tratada, sempre guiado por ultrasson para acompanhar a progressão do produto. Conforme a espuma entra em contato com a parede do vaso, ela vai criar um processo inflamatório intenso que vai cicatrizar a veia que se tornará um cordão fibroso e desconectará essa veia da circulação”, explica.
Vantagens: “É um procedimento simples, apenas uma injeção. Sem necessidade de internação hospitalar”, conta.
Desvantagens: “Como o processo inflamatório é intenso, existe um risco alto de manchas. O processo de cicatrização pode ser bastante incômodo em alguns casos, pois fica um cordão inflamatório na perna durante um tempo. Existe risco mais raro de trombose venosa profunda e embolia pulmonar”, finaliza.

FONTE: Cirurgiã vascular e angiologista, Dra. Aline Lamaita é médica do corpo clínico do Hospital Albert Einstein. Formada pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, é Membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, da Sociedade Brasileira de Laser em Medicina e Cirurgia e do American College of Phlebology. A médica possui título de especialista em Cirurgia Vascular pela Associação Médica Brasileira / Conselho Federal de Medicina. http://www.alinelamaita.com.br/

21 jan 2017

Veja porque você deve incluir cosméticos antipoluição na sua rotina de beleza

Não são só os raios UV que estão diretamente relacionados ao envelhecimento prematuro. A poluição também degrada colágeno, induz mensageiros pró-inflamatórios e faz a pele perder radiância e brilho

cosméticos antipoluição

Diariamente, a pele é submetida a diversas agressões e a poluição é uma delas. Recentemente, o mercado dermocosmético tem voltado suas atenções a lançamentos que privilegiam a proteção contra esse agressor e os motivos são vários: “Estudos epidemiológicos sobre o impacto da poluição demonstram que as substâncias em partículas afetam o desenvolvimento e a exacerbação de doenças dermatológicas Esses processos levam ao aumento de doenças cutâneas inflamatórias, degradação do colágeno e envelhecimento da pele”, explica o consultor e pesquisador em Cosmetologia Lucas Portilho, farmacêutico e diretor científico da Consulfarma. “É fundamental incluir o uso de substâncias antioxidantes e antipoluição na rotina de beleza, principalmente aqueles que moram em grandes centros urbanos”, acrescenta.

De acordo com o especialista, a poluição libera metais tóxicos (pesados) e particulados, todos ligados à formação de radicais livres que resultam em envelhecimento precoce, ou seja, aparecimento de flacidez, linhas de expressão, graças à destruição do colágeno. “Com a formação de radicais livres e produção de espécies reativas de oxigênio (superóxido e hidroxila), a poluição induz ao estresse oxidativo, secreta citocinas pró-inflamatórias (TNF-α, IL-1α e IL-8) e colabora com o aumento de metaloproteinases (MMP-1, MMP-2 e MMP-9) – que fazem o processo de ruptura e destruição das fibras elásticas e do colágeno)”, explica.

Para evitar os danos cumulativos da poluição, o ideal é utilizar vitaminas, substâncias antioxidantes e ativos antipoluição. Lucas explica que os cosméticos antipoluição tem alguns mecanismos de atuação diferenciados, como a formação de um escudo biomimético ou um filme de proteção sobre a pele, algo muito comum em fotoprotetores. “Além disso, eles também possuem atuação antioxidante, promovendo reparo e, principalmente, impedindo os mensageiros pró-inflamatórios que levam ao dano celular.” O pesquisador comenta que há três novidades já disponíveis nas farmácias de manipulação:

Exo-P — O ativo antipoluição Exo-P é um polissacarídeo altamente purificado de um micro-organismo da Polinésia Francesa e pode ser manipulado em sabonete, espuma ou fluido de limpeza. “Exo-P é um antipoluente que reduz a adesão das PM 2,5 (partícula 100 vezes menor que um fio de cabelo), além de ‘sequestrar’ metais pesados. Além disso, o ativo reduz a atividade dos radicais livres, protege a pele e a integridade celular contra os poluentes, inclusive fumaça de cigarro”, explica Lucas. A concentração de 1% do ativo é suficiente, com uso preferencialmente noturno ou conforme orientação médica. Complementar à limpeza, o uso de cremes de tratamentos anti-idade e antipoluição pode ser feito duas vezes ao dia, em formulações com Exo-P (3%), Vitamina C (3%) e Niacinamida (3%). “A Vitamina C vai ajudar no reparo da pele, ao mesmo tempo em que estimula colágeno; enquanto a Niacinamida possui ação hidratante e estimuladora do fibroblasto”, diz o pesquisador.

Pollushield — O ativo protege a pele contra os danos induzidos pela poluição graças à combinação de um polímero com propriedade quelante de metais e uma ação antioxidante mais potente que resveratrol, ácido ferúlico e vitamina E. “O ativo induz à redução da concentração de malondialdeído, um biomarcador ligado ao estresse oxidativo; há um importante papel protetor, já que o ativo proporciona uma barreira entre a pele e os poluentes, além de aumentar a defesa antioxidante da pele”, afirma Lucas. Pode ser manipulado em produtos de limpeza e cremes reparadores.

Pollustop — É um polissacarídeo de alto peso molecular, obtido por biotecnologia, que possui a capacidade de formar um filme sobre as superfícies da pele e do cabelo. “Age como uma barreira contra os três tipos de estresse causados pela poluição atmosférica, radiação UV e doméstica, envolvendo agentes químicos, e assim limita os danos causados extra e intracelularmente”, explica Lucas. Pollustop pode ser manipulado em produtos de higiene e limpeza.

FONTE: LUCAS PORTILHO
Consultor e pesquisador em Cosmetologia, farmacêutico e diretor científico da Consulfarma. Especialista em formulações dermocosméticas e em filtros solares. Diretor das Pós-Graduações do IPUPO Educacional, Hi Nutrition Educacional e Departamento de Desenvolvimento de Formulações do IPUPO. Atuou como Coordenador de Desenvolvimento de produtos na Natura Cosméticos e como gerente de P&D na AdaTina Cosméticos. Possui 17 anos de experiência na área farmacêutica e cosmética. Professor e Coordenador dos cursos de Pós-Graduação com MBA do Instituto IPUPO/SBE Educacional. Coordena Estágios Internacionais em Desenvolvimento de Cosméticos na Itália, França e Mônaco. Atua em desenvolvimento de formulações para mercado Brasileiro, Europeu e América Latina.

20 jan 2017

Filtros físicos e químicos. Saiba o quanto essa informação importa no seu protetor solar

Postado em: BelezaRostoTratamentos e Cuidados

Dermatologista explica a diferença entre filtro físico (inorgânico) e químico (orgânico) no protetor solar. Bloqueando ou transformando a radiação, os filtros estão presentes nas formulações e cada um age de uma forma

Protetor Solar

Geralmente, ao escolher um protetor solar, o consumidor é guiado pelo número do FPS. Mas na formulação de um fotoprotetor, dois tipos de filtros podem ser encontrados: os orgânicos (químicos) e os inorgânicos (físicos). A dermatologista Dra. Claudia Marçal, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia, explica as atuações diferentes e, no caso das crianças, a indicação específica:

Filtros químicos: “Os filtros solares químicos fazem uma defesa filtrando os raios nocivos, ou seja, há uma transformação química da energia da radiação ultravioleta e a energia de baixa intensidade que atinge a pele não traz os malefícios da radiação que é potencialmente cancerígena, e com isso protege a pele também da queimadura”, explica a Dra. Claudia. A radiação quando atinge uma pele protegida pelo filtro químico, acrescenta a médica, é absorvida e sofre um processo de filtração e acaba sendo não muito agressiva, mas isso depende muito do índice que é utilizado.

Filtros físicos: De maneira geral, os filtros físicos são partículas derivadas de metais, ou óxidos metálicos, que atuam através de mecanismos ópticos, refletindo ou dispersando os raios solares. “Os filtros físicos são como uma parede de tijolos onde a luz bate e volta. Não tem absorvência, tem refletância: e com isso há um impedimento de todos aqueles danos cumulativos dos filtros químicos, que são altamente instáveis, já que na sudorese, na água do mar, a molécula fica quimicamente instável e deixa de proteger”, explica. “Os principais filtros físicos são o óxido de zinco, óxido de ferro e dióxido de titânio. A vantagem desse tipo de filtro é que são mais estáveis e penetram pouco na pele, sendo ideais para os pacientes alérgicos e com sensibilidade cutânea elevada”, conta.

Físico x químico: “Os filtros solares inorgânicos protegem mais contra a radiação quando ela é potencialmente carcinogênica, principalmente nos dias mais quentes — como o índice de radiação solar está muito alto. Nesses dias, essa radiação pode causar queimaduras sérias, às vezes até de segundo grau, trazendo mutações com o dano cumulativo ao longo das exposições, que na somatória (com o passar dos anos) pode se transformar em lesões como as queratoses actínicas e depois os próprios carcinomas de pele”, conta a dermatologista. “Os raios UVB e InfraRed furam o bloqueio dos filtros químicos de alguns produtos de fotoproteção e causam dano celular que, em consequência, provoca também flacidez com envelhecimento precoce da pele”, explica.

Inovações: “Com relação ao filtro físico, o dióxido de titânio pode ser uma molécula natural ou micronizada, porque o dióxido de titânio quando aplicado natural deixa o rosto branco. E nas novas formulações com o ativo micronizado, ele fica fluido, quase transparente. Ele pode ser associado também ao óxido de zinco e ao óxido de ferro, então temos filtros físicos que formam uma barreira real sobre a pele, fazendo com que a radiação não seja absorvida, filtrada ou sofra processo de dispersão e sim de reflexão: ou seja, o raio bate e volta”, explica.

Fórmulas robustas: As novas formulações trazem a combinação de filtros químicos e físicos para potencializar o efeito fotoprotetor. “Os filtros solares inorgânicos assim como os químicos devem ser passados quando a pessoa está em exposição ambiental a cada duas horas, mas se houve um mergulho no mar ou na piscina, ele deve ser aplicado imediatamente. Sabemos que a característica do horário é muito importante, então se o paciente está entre 10 e 18h em exposição solar aguda, ele deve reaplicar esse filtro com maior generosidade, formando realmente uma camada filmógena, e com intervalo mais curto de reaplicação principalmente se ele estiver praticando uma atividade física e estiver em exposição ambiental, como na praia”, indica. “No caso das crianças, o melhor é optar sempre por filtros solares adequados com uma nomenclatura pediátrica, ou para crianças. São indicados produtos com filtros solares físicos e inorgânicos”, conta. Isso acontece para que não haja penetração de substâncias químicas na pele.

Afinal, qual FPS? “Os filtros solares hoje, com relação ao novo guideline mundial, nunca devem ser abaixo de 30. O ideal mesmo para pessoas de fototipos mais claros são filtros acima de 50 para áreas nobres como rosto, pescoço, orelha, dorso das mãos e a região do colo”, conta. “Realmente sabemos que na prática aquilo que está no FPS do frasco acaba não sendo aplicado como deveria e aquele filtro que está ali não é o mesmo que está aplicado sobre a pele, porque é aplicado em menor quantidade e não é reaplicado no momento que deveria ser. Então em algum momento, a pessoa fica com uma fotoproteção muito pior, o que pode fazer com que ela sofra queimadura”, finaliza.

Fonte: Dra. Claudia Marçal
Dermatologista da Clínica de Dermatologia Espaço Cariz, com especialização pela Associação Médica Brasileira (AMB), membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e membro da American Academy of Dermatology (AAD), CME (Continuing Medical Education) na Harvard Medical School.

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