24 jul 2015

Carta pra Bee!

Este post faz parte da blogagem coletiva de um grupo de blogueiros saudosistas que resgata a velha e verdadeira paixão por manter seus diários virtuais, o Rotaroots.

Só pra fazer você chorar, olha a Farinha!

Bee! Sim você aí Rô, Roberta Kranha!

Bee, você que me ensinou tanta coisa, que me abrigou nesse seu coração enorme, que fala a verdade na minha fuça mas com um jeitinho pra não me magoar.

Bee, você que me dá várias dicas de vida, sobre o blog, sobre meu trabalho, sobre tudo. Até me ensinou a tirar a fralda da Gi lembra?

Pô Besha, a gente tá tão longe, mas eu praticamente falo em você todos os dias com o Sr. dos Anéis, ao invés de declarar meu amor imenso por você aqui, porque desse você já sabe, vou contar uma história nossa.

Na primeira vez que eu fui à Beauty Fair, fiquei na tua casa e fui super bem recebida.

Tua filha até falou que a gente parecia as amigas adolescentes quando comemos pizza no chão da sala, tarde da noite lembra?

Então a história é de como você sabia que eu tinha Síndrome do Pânico e se preocupou com isso:

Lá vai a gente pra casa, depois de um dia inteiro rodando a feira, eis que em um sinal fechado um nóia (como você chama aí em Sampa) quebra o vidro com mão do meu lado (o do carona) e fala: Passa a bolsa!

A gente gritou tanto, mas tanto, mas tanto que o garoto saiu correndo, mais apavorado que a gente rsrsrsrs!

Aí foi que veio tua preocupação: Eu cheia de vidro, da cabeça aos pés e preocupada com os danos no carro e você muito mais preocupada com minha condição do que qualquer coisa.

RÔ: Bee, quer parar no posto de gasolina pra sacudir esse vidro?

EU: Não Rô, vambora! (preocupada com o vidro quebrado)

RÔ: Bee, tem um remédio aí na bolsa (já quase surtando achando que eu ia surtar)

EU: Não Rô, vambora… (eu cheia de vidro até na boca)

RÔ: Bee, porque você tá tão calma? Tá tendo alguma coisa? É por dentro? Não quer surtar?

EU: Porra Rô, eu TÔ MEGA PREOCUPADA COM O QUE O REGI VAI FALAR DO VIDRO!

RÔ: Ai, ufa! Eu tava aqui quase morrendo de preocupação, porque achei que você tava calada, surtando por dentro e tendo um troço. Quase parei no hospital pra ver se você tava bem.

Eu e RÔ: Risos eternos.

Essa é uma grande amizade que se preocupa, antes de todo e qualquer dano material, na pessoa que está ao lado, na pessoa que você gosta e ela gosta de você.

É uma amizade que não tem julgamento e somos tão diferentes e tão parecidas ao mesmo tempo.

Uma amizade que não cobra, uma amizade que não se pede, não se mede e não se repete.

Não nos falamos todos os dias, tem vezes que passamos meses sem nos falar com a vida agitada.

Mas eu sei, ah eu sei que posso contar com ela, se precisar e quando não preciso, quando é só pra rir mesmo ou falar qualquer besteira.

Valeuzão Bee!

 

14 jan 2015

Blogagem Coletiva – Dietas: modinha ou busca real por uma vida mais saudável?

Aêêêêêê, galerinha da onze

Depois de um longo e tenebroso inverno – mentira aqui tá Rio 40º Cidade Maravilha purgatório da beleza e do caos – voltamos com a nossa programação.

E vocês tudo bem, bem, bem?

Então começamos de ano e várias promessas né? Uma delas que mais vimos em nosso desafio fotográfico do #blogosferamaisunida foi o de 80% (média nossa tá?) das participantes foi o desejo e promessa de emagrecer.

Aí a gente se pergunta: Até aonde vai isso? É moda ou uma busca real de uma vida mais saudável?

Eu mesma fiz a promessa de começar a caminhar, comprei tênis e tudo, então né?

Num mundo aonde a obesidade mórbida é um dos motivos maiores de mortandade, ficamos mais atentos à nossa saúde, mas eu disse, obesidade mórbida!

Ficamos mais propensos à fast foods, pizzas e certas guloseimas que a gente começa de vez em quando e acabamos, no de vez em sempre e isso nos custa muito, porque a saúde vai pro brejo minha gente!

Eu vejo os dois lados da moeda:

Primeiro. Vejo uma enxurrada de fatos e fotos em favor da ditadura à beleza da magreza, por todos os lados: revistas, propagandas (já viu modelo de lingerie mais cheinha?), desfiles com modelos magérrimas, até em propaganda de cerveja tem gente, praticamente sem um pingo de gordura. E com isso, várias pessoas são influenciadas e acabam em dietas muito loucas: da água, da lua, do sol, do cheiro (essa eu inventei: vc fica cheirando chocolate e vivendo de luz), e tantas outras, sem nenhum acompanhamento médico.

Vejo também as academias lotadas e também sem nenhum acompanhamento médico, porque não dá pra ficar igual as modelos de TV, cada pessoa tem seu biotipo, genética…

Ou seja: estão ficando magras sim, mas a que custo? Será que vale à pena esse corpo perfeito e sua saúde sei lá como?

Isso tudo pode gerar uma ansiedade e com isso uma depressão profunda por não ter o corpo ditado como “ideal” para os padrões da sociedade.

Segundo. Eu vejo as pessoas conscientes que querem manter um peso ideal para sua saúde, com acompanhamento médico, mas sem obsessão ou extrapolando seus próprios limites.

Conquistar a forma física ideal para o seu corpo não quer dizer que você vai ficar com o mesmo peso e corpo daquela modelo da revista top, isso não é felicidade, mas sim conquistar uma melhoria de vida, com alimentação mais saudável, tomando suplementos e/ou fazendo exercícios corretos, para seu biotipo, para não ficar sedentário (sim o sedentarismo pode causar muitos problemas) e com isso uma vida mais saudável.

Eu me toquei quando vi em um episódio do programa televisivo Saia Justa, em que as meninas falavam sobre sedentarismo e quanto podia ser prejudicial à saúde… Decidida, comprei um tênis e comecei a fazer caminhada, no  meu ritmo, sem extrapolar e para depois não ficar toda doída à ponto de nunca mais querer andar na vida. Com isso tenho me sentido melhor, embora o calor no Rio esteja atrapalhando um pouquinho meus planos de saúde… #+40ºC

Acho que todo mundo tem a forma física que necessita ter, penso que conforme o biotipo e genética. E tem mais. Tem muita gente que está super saudável e satisfeito com seu corpo mesmo que para os padrões da sociedade esteja “acima do peso”. Acima do peso ideal só seu médico poderá lhe dizer se você está ou não e quais as complicações disso.

Acredito na beleza real – aquela na qual cada pessoa tem suas particularidades, corpo, genética, estilo de vida, aliada ao tempo e vontade de buscar um viver mais saudável para o hoje e o amanhã. Da mesma forma que vale buscar um amigo para saber qual suplemento está tomando, vale, saber do médico se há algum problema no corpo que o impeça de consumir algo, por alergia ou intolerância, por exemplo, antes de começar uma dieta específica e personalizada (dieta = alimentação diária e não somente como muita gente pensa, como restritiva). Se a grana está curta, acho que todo mundo já sabe o que escolher no dia a dia: alimentos mais naturais (integrais ou com menos química, corantes, conservantes, emulsificantes), menos industrializados e embutidos (presuntos, queijos amarelos, salames e afins), menos bebidas alcoólicas e gordura (frituras, margarina) e açúcar (doces), muita água (1 litro a cada 50 quilos/peso), mais frutas e verduras e legumes, proteínas … E se for para emagrecer, comer menos do que o corpo vai gastar nas atividades do dia a dia.

E vale muito a pena, meninas!

Então vamos dar mais valor à nossa saúde do que aos padrões impostos, todos os dias, pelos veículos de comunicação? Seu corpo agradece e sua cabeça também.

Essa é uma blogagem coletiva do #blogueirasmaisunidas e você pode ver todas elas no instagram do grupo @blogmais.

Outras blogueiras que fizeram a blogagem coletiva, vale muito ler a opinião dazamigas né?

Nina Rosa Hot : Dietas: modinha ou busca real por uma vida mais saudável?

Baú Hype: Dietas: modinha ou busca real por uma vida mais saudável?

Blog da Priscila: Porque você faz dieta?

Garotas Rosa Choque: Fazer dieta é diferente de ser saudável

22 set 2014

Blogagem Coletiva: Pela leveza de blogar

Eu participo de um grupo chamado: Blogosfera + Unida.

É o seguinte a AnaLu do Oxente Menina, dia desses postou no face do blog aqui, assim:

Senti saudade da camaradagem da blogosfera de uns 4 anos atrás. Até de receber selinhos {que eu nunca colocava no blog porque achava que poluía} e dos desafios de perguntas e respostas fiquei saudosa.

E desde então ela teve o maior insight em fazer um grupo pra quem sentia a mesma coisa.

Daí o primeiro post é exatamente sobre isso!

Vocês lembram como era gostoso? A gente criava os blogs, cheios de estrelinhas descendo, música ou não, mas era de um jeitinho bem nosso, bem legal.

Falávamos da nossa vida, do nosso dia a dia, sem preocupação: O que a marca vai achar de mim? O que os leitores vão achar? Porque na verdade os leitores eram amigas nossas que também tinham um blog e a gente se visitava frequentemente, tínhamos os selinhos, desafios e outros.

Era um barato! Eu contei aqui sobre minha casa que pegou fogo, sobre a saga do meu dente que fiz um canal mal feito, e as meninas super me davam força, me deram até receitas pro dente, mandaram coisas pra minha casa E eu ia lá nos blogs das amigas e aprendia também um monte de coisas, tipo a Aline do Papo Nada Cabeça  que a gente sempre falava sobre nossas olheiras (inclusive ela me deu uma dica bapho).

Falei demais sobre a nininha, claro né? As outras me falavam sobre sua prole, me davam dicas, até quem não tinha filhos entrava na dança.

Naquela época não tinha técnicas de SEO, layout personalizado, domínio, Analytics, FanPage, números, números e números! Gente até curso tem pra aprender essas coisas, eu acho digno aprender, mas daí a vc fazer um conteúdo só pensando nisso? Ah vá né?

A gente só queria estar aqui, mostrando o batonzinho que comprou, falando se era bom ou não, só blogar pelo prazer.

Não tinha tanta pressão, ninguém passava por cima de ninguém, não tinha aquela coisa de: Olha como o blog da fulana ficou bonito, quero uma mais bapho ainda, não tinha indiretas, só amizade e amor.

Eu me sentia muito mais leve, podia falar meus palavrões na boa que não tinha ninguém falando: óóóóóóóóóóóóóóó

Ninguém apontando o dedo pras nossas falhas, nem câmera moderna pra fazer um super foto, eram fotos nossas e pronto, do jeito que a gente podia e do jeito que dava.

Hoje tem tudo isso, e tudo ficou tão obscuro, sem graça, conteúdo engessado, a gente nem pode colocar um gif animadinho que pensa: A cara e se o cliente for muito sério e não gostar?

Eu fiz tantas amizades bacanas que duram até hoje, e algumas sumiram porque entrou todo esse “lance” de blogar com toda uma expertise, e algumas blogueiras desistiram. Que pena!

Tinha uma puta união!

Eu acordava cedinho pra visitar o blog das amigas e comentar! Comentar minha gente, nem que fosse só um oi!

Não tinha tanta coisa que hoje tem e que claro, é muito bom a gente sempre aprender mais, mas era mais leve, mais gostoso, mais prazeroso e sem obrigações dos politicamente corretos ou da polícia da blogosfera.

Quem hoje em dia não morre de medo de escrever algo errado, fazer um foto que não está “dentro dos padrões”, de botar um Putz que já é palavrão, de contar uma história engraçada da vida (porque acha que não tem nada a ver com o blog de hoje) e ir parar nas esferas dos bam bam bans sendo criticada?

Tinha o Blog da Rô (Roberta Kranha e parceira no crime) que eu morria de rir, da Xára lindona que falava sobre sua vida na boa e mais outros infinitos que a gente se ajudava, tipo: Coloca isso assim, olha o email do marketing da marca tal é esse aqui, as pessoas ficavam felizes, FELIZES, quando a gente ganhava um produtinho da marca pra resenhar, e nem por isso a gente resenhava, porque se não gostasse a gente ia direito na marca e falava e eles davam atenção.

Até um vídeo! Não tinha editores de vídeo, ia do jeito que estava e era o maior barato!

Eu tinha a Seção Emputilhação, que se fizesse alguma coisa com uma amiga da blogosfera eu botava aqui e pronto! Levantávamos a bandeira da união.

O que houve? O que aconteceu? Pra onde foi tudo isso?

Como se diz aqui no Rio: Ô piloto desliga o motor do ônibus que eu vou descer!

Acompanhei noivado, casamento, gravidez, nascimentos de filhos, casa nova, e muitas outras coisas de amigas. E a gente vibrava com isso!

Acompanhei também amigas que tiveram seus blogs bombando e hoje só trabalham com isso, e eu vibro também! Claro, porque não?

Porque não ficar feliz pelas amigas que tiveram seus blogs reconhecidos pela mídia?

Agora é press kits, Mídia Kit, Analytics, número de seguidores nas redes sociais, nossa tanta coisa que a gente se perde.

Naquela época, era CONTEÚDO, a gente fazia um bom conteúdo, um conteúdo sincero, e sim falávamos PARCERIA, hoje nem pode colocar isso.

Eu vejo até posts sobre: Como fazer seu blog bombar! Como as marcas olham pra você, como falar com as assessorias, como isso, como aquilo, é um montante de regras que na boa? Fica meio difícil e caótico manter um blog.

De onde tiraram isso? Sei lá, porque acho que nem tem fórmula né?

Eu tinha uma seção que era: Durma Sorrindo, que a Rô fazia pra mim com alguma piada ou coisa engraçada. Cabô isso!

A gente se importava uma com a outra, mesmo não se conhecendo pessoalmente e só se falando pelo Orkut! Orkut meu Deus! Tiraram até isso da gene!

A boa é que ainda existem blogueiras super desencanadas com isso, escrevem ainda do mesmo jeito, respondem comentários, se respeitam e gostam uma das outras.

E que felicidade isso me traz, porque eu sou da velha guarda, sou do tipo que não vejo erros, mas que vejo o prazer que as meninas tem de escrever, de se soltar, de fazer um post (que seja até pra marca), mais leve, menos despretensioso, menos preocupado da famosa tecla: O que será que as marcas e assessorias vão achar?

E fico feliz em participar desse projeto, junto com um monte de gente bacana que também vai fazer um post assim.

AnaLu, ajuda aí nos erros de português da senhoura aqui!

Valeu galera! Até a próxima Blogagem Coletiva do Blogosfera + Unida!

Meninas que já fizeram seu post e vale a leitura:

AnaLu do Oxente Menina: Blogando Leve: Um resgate ao prazer de blogar

Giovanna Spinelli do Nina Rosa Hot Space: Blogagem Coletiva: Pela Leveza de Blogar

Aline Ramos do Papo nada Cabeça: Desabafos de uma Segunda Feira: Pela leveza de blogar

Camila Nunes do Seja Belíssima: Blogagem Coletiva: A Leveza de Blogar!

Kalli Fonseca do Beleza Sem Tamanho: Blogagem Coletiva: Pela Leveza de Blogar!

Luciana Vilela do Mulher sem Photoshop: Blogagem Coletiva: Pela Leveza de Blogar!

Diise França do Utilidade e Bobagens: Blogagem Coletiva: Pela a leveza de blogar

Dani Rauzi do Beleza F5: Blogagem Coletiva: Pela Leveza de Blogar

Tabatha do Taby Says: Blogagem Coletiva: Pela Leveza de Blogar

Lu Poroli do Coisas da Poroli: Blogagem Coletiva: Pela Leveza de Blogar

Verônica Pelinca do Tomate com Açúcar: BLOGAGEM COLETIVA: A LEVEZA DE BLOGAR

Simone Bispo do Unhas de Bispo: A leveza de blogar como 4 anos atrás

Simone Bispo do Dona Bispa: Sobre a leveza de blogar meuip

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