24 jan 2017

Mal do século chama-se ansiedade

Conhecida como o mal dos tempos modernos, a ansiedade vem tomando conta da nossa sociedade de maneira impiedosa e rápida. Segundo a Organização Mundial da Saúde, cerca de 33% da população mundial sofre deste mal e o Brasil aparece no topo da lista de países mais afetados.
Segundo o INSS, os distúrbios mentais já são a terceira maior causa de afastamento, o custo disso chega a quase R$ 200 milhões para os cofres públicos. A ansiedade traz alguns sintomas que podem atrapalhar a vida social e até no ambiente de trabalho. Os sintomas mais frequentes e comuns são dores e apertos no peito, podendo sentir palpitações, dores na região abdominal, tremores, roer unha, falar de forma rápida, preocupação, medo constante e uma grande sensação de que algo ruim vai acontecer.

Quando apresentamos estes sintomas e sensações, o organismo mantém um sistema de defesa do corpo ativo, entrando no famoso estado de alerta. Diante destas situações, o sistema adrenal é ativado mantendo-nos mais “ ligados e espertos”, afinal estamos sempre com a sensação de que algo ruim vai acontecer.

Com essa adrenalina a mil, quem consegue desligar, descansar, ir ao banheiro com tranquilidade, dormir bem, se alimentar bem, manter seus hábitos saudáveis? Impossível dentro desta realidade.

A boa notícia é que existe uma técnica chamada Microfisioterapia, que foi desenvolvida por franceses como base na embriologia, a filogênese e a anatomia humana. O método permite avaliar o ritmo vital dos nossos órgãos e tecidos através de micro toques, procurando perdas de vitalidade e a causa desses desequilíbrios. Além disto, estimula o corpo para que se auto regule e assim possa reencontrar a saúde.

Essas agressões primárias deixam cicatrizes que ficam armazenadas nos tecidos, atrapalhando o funcionamento e desregulando o ritmo vital. O fisioterapeuta, através de micro palpações, procura pelo corpo onde essa “cicatriz” ficou armazenada e reconhece qual tecido (musculoesquelético, tecido do sistema nervo, pele ou até visceral) teve perda de vitalidade, afetando o funcionamento. O papel do profissional é, então, apresentar para o corpo onde estão localizadas essas feridas para que o próprio organismo as elimine.

A cicatriz patológica é o vestígio deixado pelo agente agressor no corpo, que até tenta reparar o problema, mas não consegue eliminar por uma deficiência do sistema imunológico ou porque a agressão foi muito forte. O resultado é um desequilibro de células e tecidos, atrapalhando suas funções e provavelmente gerando sintomas.

A Microfisioterapia possui um papel extremamente importante no tratamento da ansiedade, conseguindo analisar como está a carga adrenal, e assim, estimulando a eliminar a sobrecarga, ou seja, estimula nosso organismo a se equilibrar para que venha a reagir em busca da eliminação da informação que está causando tanto mal ao nosso corpo.
A experiência clínica mostra que e a ansiedade geralmente é um problema secundário, ou seja, é resultado de situações de impotência, desvalorização, estresse excessivo ocorridos no passado e que marcaram muito, culminando no estado de alerta.

Em alguns casos, foi detectado também que o problema advém de pessoas que não se encontravam no controle da situação, ou que os resultados não dependiam somente dela, criando assim frustrações e até sentimento de derrota.

A Microfisioterapia consegue identificar a causa primária (origem e fonte) em 80% dos casos tratados. Com esta técnica, o terapeuta atua na fonte ou causa e assim o paciente percebe que a ansiedade vai diminuindo gradativamente e de maneira significante. E a grande vantagem é que o tratamento não usa nenhuma droga ou medicamentos.

Sobre Fábio Akiyama
Atua na área da saúde desde 2009. É fisioterapeuta e trabalha com a Microfisioterapia, terapia que estimula a auto cura através do toque, ou seja, faz com que o corpo reconheça seu agressor e inicie o processo de reprogramação celular. É pós-graduando em técnicas osteopáticas e terapia manual, além da formação em Osteopatia estrutural e visceral, Posturologia Clinica e Equilíbrio Neuro Muscular. Possui curso na área de tratamento da articulação temporomandibular (ATM) e introdução ao Método Rosen. Em 2014, realizou um curso de especialização em prevenção e tratamento de lesões de membros inferiores e análise biomecânica de corrida, pela The Running Clinic no Canada. Atua desde 2012 também como instrutor de Pilates e Treinamento Funcional. Em 2015, foi monitor no Instituto Salgado de Saúde Integral nos módulos avançados do curso de formação em Microfisioterapia. Para saber mais, acesse www.mindtouch.com.br

27 fev 2015

Como a Aromaterapia pode nos ensinar sobre restabelecer o equilíbrio e a harmonia pessoal.

Óleo Essencial - Essências da Natue - Lavanda e Hortelã

Eu já falei várias vezes aqui no blog que eu tenho Síndrome do Pânico e com isso vem a agorafobia e a depressão, pra quem possui esses problemas precisa de uma medicação adequada e terapia (seja lá qual for).

É uma doença que me deixa muito mal com a ansiedade e depressão, como já falei diversas vezes aqui no blog.

Porém os medicamentos podem nos tornar dependentes e tem alguns efeitos colaterais (que não são nada bons em mim).

Conversando com meu médico, eu expus à ele que não queria me intoxicar tanto e diminuir a quantidade, ou ao menos na dosagem dos meus remédios.

Ele me falou de algumas terapias alternativas e a aromaterapia é uma delas.

O que é Aromaterapia?

O termo “Aromaterapia” é aplicado a um ramo da Fitoterapia. “Aroma” significa cheiro agradável e “terapia”, tratamento que visa à cura de uma indisposição mental ou física.

É uma prática terapêutica que se utiliza das propriedades dos óleos essenciais 100% puros para restabelecer o equilíbrio e a harmonia pessoal.

Terapia holística por atuar nos sistemas físicos, nas emoções e na mente, promovendo a saúde física e o bem estar. Tornou-se um recurso natural muito utilizado na área da
cosmética, estética facial, corporal e higiene pessoal.

A Natue me enviou dois óleos essenciais para que eu experimentasse, sabendo dessas minhas preferências.

Os óleos essenciais são os principais componentes bioquímicos com ação terapêutica extraídos de plantas aromáticas e medicinais. Podendo ser usados em banhos, massagens, inalações, etc.

alfazema

Óleo Essencial de Lavanda Francesa da Bio Essência – equilíbrio físico, mental e emocional (saiba mais clicando no link do título)

A Lavanda é a planta mais conhecida e estudada da Aromaterapia.

Ela possui uma composição química bem complexa, com diversas propriedades terapêuticas: Anti-inflamatória, analgésica, antidepressiva, antireumático, antiespasmódico, cicatrizante, inseticida e tônico.

Com essa enorme gama de propriedades, ela é muito versátil, pode ser usada para muitos distúrbios: problemas de pele (como acne, pé-de-atleta, bolhas e caspa), dores musculares e reumatismo, asma e bronquite, cólicas abdominais e TPM, dor ciática, depressão e stress… a Lavanda é realmente impressionante! Por causa disso dizemos que sua principal propriedade é a de “equilibrante”. Trabalha em todos os sistemas do corpo trazendo o equilíbrio fisiológico e psicológico.

E o melhor de tudo: sem contra-indicações, o óleo essencial da Lavanda pode ser usado por qualquer um!

O Óleo Essencial de Lavanda Francesa da Bio Essência pode ser utilizado de diversas formas como em difusores de ambiente, em banhos, escalda pés, adicionados a loções, géis ou óleos vegetais para massagem, compressas, inalação e colar aromático.
Eu usei no banho:
Coloquei a água morna, não muito quente mais 10 colheres de sopa de sabonete líquido e 3 gotas de lavanda.
Passei essa mistura na minha bucha de banho (que é vegetal) deixando agir por pelo menos 5 minutos e enxaguando em seguida, também pode ser usado na banheira, nesse caso dissolva bem a mistura na água da banheira e entre em seguida, não fique mais de 30 minutos. Lembre de respirar profundamente e calmamente para que a lavanda possa ter um efeito maior.
Logo após os banhos que eu fazia à noite eu me sentia mais calma e o stress e ansiedade diminuíram bastante, com isso a depressão também diminuiu, pois uma das causas da minha depressão é exatamente ter a Síndrome do Pânico.
Usei também no difusor ambiental (aquele com a vela embaixo) colocando água para encher  ¾ do pote do difusor (pode ser água de torneira, mas o ideal é água filtrada ou destilada); 5 a 10 gotas de óleo essencial (dependendo do tamanho do ambiente).
Deixei a vela acesa quando a água secou eu apaguei a vela, pode também adicionar mais água.
Uma vez por dia é suficiente, o melhor momento é quando tiver mais gente no ambiente, para que todos possam se beneficiar do aroma.

Óleo de Hortelã

Óleo Essencial Hortelã-Pimenta, da Bio Essência – Um óleo importante para o nosso corpo! (saiba mais clicando no link do título)

óleo essencial de Hortelã Pimenta da Bio Essência tem inúmeras propriedades terapêuticas, sendo bastante útil no combate à fadiga mental, depressão, stress, dores de cabeça, enxaquecas, tonturas, fraqueza e estados de choque, melhorando significativamente a agilidade mental e os níveis de concentração.

Os cientistas modernos, concordam em que se trata de um forte estimulante mental e físico que pode ajudar a pessoa a se concentrar e a se manter desperta e alerta.

Além de estimular a concentração ele melhora a memória, é um purificador energético e excelente para desbloquear emoções que estão represadas. Considerado pelos terapeutas como o Óleo da transformação, por auxiliar na transformação de fortes emoções como raiva, traumas, medos, pânico, choque, histeria e ódio.

Com os remédios que tomo, durante o dia eu posso ficar um pouco lenta e perder a concentração e esse óleo me ajudou bastante nesse caso.

Em alguns casos eu diluí um pouco em água potável e apliquei diretamente na testa e nas têmporas e em outros casos eu usei com o difusor exatamente como usei o óleo essencial de lavanda.

 

Posso dizer que me deixou muito mais concentrada e atenta, além de me sentir mais leve, com menos pânico e se você está muito irritada, esse é um dos melhores tratamentos, passa rápido toda a irritação!

São diversas as ações que esse óleo oferece aos sistemas aos sistemas do nosso organismo

#Dica: Óleos essenciais ou óleos misturados devem sempre ser mantidos em lugares frios, secos, escuros e fechados.

Algumas precauções também se fazem necessárias como: Usar sempre diluído e não usar altas concentrações, pois pode causar irritação à pele.

Para saber mais sobre esses óleos e outros clique no site da Natue e confira, além disso eles estão com muitas novidades, promoções e ofertas.

Você pode utilizar os óleos essenciais, porém para diminuir os remédios para Síndrome do Pânico fale antes com seu médico.

26 nov 2014

Síndrome de Pânico: Bebendo Rivotril na garrafa Pet

Sindrome do Pânico

Todos que acompanham o blog e que me conhecem, sabe que eu tenho Síndrome de Pânico.

Já falei várias vezes aqui no blog aqui aqui aqui aqui e em outros links (se você colocar Síndrome do Pânico na busca do blog vai ver)

Sim, eu tenho essa doença há 24 anos (tenho 43), só que lá nos meus 19-20 anos eu não sabia ainda o que era isso e se o que eu sentia era uma doença. Quando eu descobri comecei a me tratar, claro, com remédios alopáticos e terapia.

Como eu demorei a descobrir outras condições advindas dessa doenças, que vieram, como a depressão, agorafobia (eu não saio de casa nem pra colocar o lixo pra fora) e TOC.

O que é importante para quem tem os sintomas é sempre procurar um médico sério pra poder prevenir.

Mas Marília porque você ainda não se curou? Isso tem cura?

Sim tem sim, mas depois de muito tempo eu encontrei uma psiquiatra que me receitou um anti depressivo, na época eu até contestei dizendo que não sentia nenhuma depressão, porém ela me explicou que existem determinados tipos de depressão mascarada (aquela que você não sente mas a qualquer hora pode explodir em você, e não é que um dia explodiu?), e comecei a tomá-lo.

No meio do tratamento uma tragédia aconteceu e ela veio a falecer, com isso eu parei o tratamento e tive que recomeçar de novo.

Mas não é fácil, todo e qualquer anti depressivo tem suas reações adversas, porque é um remédio e ele não tem cura imediata, você não vai sair por aí dançando macarena, seu organismo precisa primeiro se acostumar com aquela substância para depois fazer o efeito desejado, com isso muitas pessoas desistem (tipo eu) do tratamento pelos incômodos que traz, mas isso é muito passageiro viu?

Sindrome do Pânico II

Porque eu estou falando isso?

Primeiro porque o Sr. dos Anéis foi à um congresso sobre Prevenção de Acidentes de trabalho e lá um dos convidados falou sobre o rivotril.

O rivotril/clonazepam é um pertence a uma classe farmacológica conhecida como benzodiazepinas, que possuem como principais propriedades inibição leve das funções do sistema nervoso central permitindo assim uma ação anticonvulsivante, alguma sedação, relaxamento muscular e efeito tranquilizante.

Pra quem tem a SP (Síndrome do Pânico) ele é praticamente um SOS pros momentos de crise, ou para podermos dormir melhor (pois a falta de sono eleva o índice de crise de pânico) e outros.

O problema é que SIM ele é um remédio tarja preta e com isso é necessário o uso dele SOMENTE por indicação médica e na dosagem certa.

Temos visto, muitos pessoas utilizarem desse remédio a torto e a direita, sem medir suas consequências.

Gente, muitas vezes eu brinco que “estou tomando rivotril na garrafa pet” (quando é ministrado em gotas) ou “chupando rivotril igual bala juquinha” (quando ele é sublingual).

Essas brincadeira são só minhas pra dizer quando estou em crise, mas eu não tomo JAMAIS nenhuma gota a mais do que o recomendado.

E mais, vocês sabiam que o rivotril leva 24 horas para sair do organismo?

Então, se tomamos esse tipo de medicação JAMAIS podemos fazer uso de bebida alcoólica, o álcool potencializa o efeito do medicamento podendo trazer confusão mental, vômitos, taquicardia e outros.

Fora isso mesmo sem ingerir bebida alcoólica, quando tomamos o remédio, sentimos uma certa sonolência, então em muitos casos se você toma o remédio e for dirigir pode causar algum acidente. #fiquematentos

Mesmo com acompanhamento, é preciso cautela. Rivotril causa dependência SIM embora muitos não acreditem.

Existe uma facilidade em manter uso indiscriminado do remédio e isso é um motivo preocupante, apesar de ser vendido apenas com receita médica, não é tão difícil consegui-lo de outras formas.

Por isso, qualquer remédio para doenças psiquiátricas precisam ser receitados pelos médicos e serem tomados na dosagem certa. Não vai adiantar em nada você tomar mais que só vai fazer confusão no seu organismo podendo até levar à morte.

A segunda coisa, é que esses dias eu estava vendo um programa no GNT: Marília Gabriela Entrevista, com o médico Antonio Geraldo da Silva, sobre suicídio.

Palavrinha forte né? Pois é, mas existem casos de depressão, síndrome do pânico, transtorno bipolar e outras condições que se não forem tratadas o indivíduo pode tentar o suicídio.

E isso acontece mais do nós imaginamos, é aquela coisa, quando não vemos em nosso quintal achamos que não acontece, mas acontece sim.

Os números de suicídio no Brasil e no mundo são alarmantes, e pra que isso seja erradicado existe todo um trabalho tanto da família, como dos psiquiatras e do próprio paciente.

É importante também a família estar atenta à essas condições psiquiátrica para saber como lidar e saber como evitar que o paciente chegue à esse ponto.

Inclusive esse médico está lutando para uma lei contra a psicofobia (é o preconceito contra os portadores de transtornos e deficiência mentais) que nós enfrentamos e muito durante a vida, vocês não tem a menor ideia do que já ouvi e já passei com pessoas que são muito mal informadas.

Seria muito importante ver essa entrevista, para todos nós tanto pacientes como familiares nesse link aqui.

Ah vocês ficaram assustados quando eu disse que tenho agorafobia? Em outro post vou explicar melhor como é isso na minha vida e o que é.

Sindrome do Pânico III

Beijos à todos (as)

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