03 dez 2009

Síndrome da Super Mãe?

Síndrome da Super Mãe Claro que com essa falta de dois dias eu não podia recomeçar sem falar do meu motivo de alegria, a Gi.
Bem eu tive a Gi com 34 anos, então pensei que já sabia de tudo, e me enganei…Severamente!
Depois que ela nasceu eu pedi Socorro, literalmente, porque minha mãe se chama Maria do Socorro!
Sempre me preocupei com educação, alimentação, escola e tos blá blá blás de mãe. De primeiro quando ela era menor a alimentação, então vai eu pesquisar, pedir help pra pediatra, porque a pequena não queria comer nada, eu fazia uma gororoba (coitada!), muito ruim, cozinhava vários legumes junto com carne e depois batia tudo no liquidificador, sem sal (porque pra mim sal fazia mal), e separava em vários potinhos, congelava e tirava por dia o que ela ia comer. E fazia ela comer aquela coisa horrível, mas que eu achava que estava alimentando, estava mas ninguém merece comer algo que não gosta, depois que conversei com a pediatra ela me disse pra experimentar, de tudo um pouco mas não misturado assim. Pois é acabou dando certo, comecei a saber o que ela gostava ou não.Depois foi a escola, Meu Deus! Procurei uma várias creches e achei uma super simpática e adivinhem: De graça!Então com 1 ano e 9 meses a pequena foi parar na creche! Antes dela ir eu estava super empolgada, no dia tive que ir eu e o sr. dos anéis (obriguei ele ir), fiquei lá por mais ou menos uma hora, e depois ainda saí chorando, o começo foi difícil eu ia de supetão, sem avisar, pegava ela e trazia pra casa, Graças a Deus e a diretora da creche Tia Lucinha, não me expulsaram de lá.
Mas acabou tudo ficando bem, me mudei e veio outra creche, pensam que mudei? Nada a mesma coisa, mas uma professora da nova creche, Dom Guanela, a Tia Dulce (linda e maravilhosa!) acabou se afeiçoando por ela e por mim, então acabou tudo bem de novo.Mas todo esse tempo também me preocupei com as bolinhas que apareciam, a garganta inflamada e eu correndo pro pronto-socorro achando que era essa gripe doida e lá vai fumaça, fora as horas com a pediatra por telefone.E brincar? Eu achava que tinha que brincar com ela mesmo estando super cansada, ou não querendo e etc. Não sabia que se não brincasse na hora que ela queria ela ia dar um jeito de brincar e me amar assim mesmo.

E a educação? Vi todos os programas de Super Nanny, e outras babás do mundo achando que alguma delas ia me salvar de dar uma má educação pra minha filha, algumas coisas realmente são muito interessantes e você acaba adaptando, mas varia de criança para criança, e só fui perceber testando. Aliás a Gi virou um centro de testes para Super Mãe.

Hoje depois de toda essa neura, desencuquei (porém no mucho!), fiz uma análise de mim mesma e descobri que eu é queria ser uma mãe perfeita, seguir os costumes, e descobri também que ser uma mãe perfeita é ser você mesma, é integrar o seu comportamento do que acha errado ou certo para seu dia-a-dia, e que ela me ama do jeito que eu sou, mesmo às vezes eu dando bronca, chamando atenção para certas coisas que eu acho que não são legais, ela me ama, de verdade!

Como diz o sr. dos anéis: O adulto é o maior inimigo da criança!
Não sei se isso é certo, mas em certas ocasiões, o que pode e o que não pode às vezes vem da vontade de seguir os conceitos que a sociedade das mães perfeitas nos impõem, e para a criança que quer vestir um vestido de cinderela no meio dia fazendo 40 graus é super normal! E a gente dizer não para certas fantasias às vezes acaba tirando o processo de criatividade deles, então decidi deixar a criatividade dela fluir.

Outra coisa que eu me preocupava demais era a comparação: tipo filho de fulano já sabe escrever o nome, ver as cores, e etc. Putz! Daí ficava horas com a pequena, fazendo ela aprender cores, as letras, os formatos. Depois de conversar com essa santa da Tia Dulce ela me explicou que cada criança tem seu processo de aprendizado e que a minha não era atrasada porque não fazia isso ou aquilo, ela estava na idade dela, de brincar, de imaginar, na verdade a Gi não tá nem aí, e quando ela quer ela aprende e pronto, sem eu ficar martelando a cabecinha dela. Às vezes solta umas que eu nem sei daonde sai, palavras que nem eu nem os demais passaram pra ela e ela fala e sabe o que está falando e a gente fica boquiabertos. Claro que o incentivo é sempre bom, aliás indispensável, mas sem forçar a barra, se virar obrigação eles não fazem. Aliás se virar obrigação acaba no futuro seguindo a carreira que a gente quer, ou que desejava ser, e vai virar uma médica que não sabe nem o que é uma injeção, um arquiteta que constrói prédios com areia da praia e por aí vai.

E vocês como vocês foram ou estão sendo? Acham que eu devo ser diferente ou estou no caminho certo?

Kisses and kisses

obs.: Estou ensinando inglês pra ela, coitada mais uma neura minha, mas essa é porque ela se diverte me vendo falar! rsrsrsrsrs