26 nov 2014

Síndrome de Pânico: Bebendo Rivotril na garrafa Pet

Sindrome do Pânico

Todos que acompanham o blog e que me conhecem, sabe que eu tenho Síndrome de Pânico.

Já falei várias vezes aqui no blog aqui aqui aqui aqui e em outros links (se você colocar Síndrome do Pânico na busca do blog vai ver)

Sim, eu tenho essa doença há 24 anos (tenho 43), só que lá nos meus 19-20 anos eu não sabia ainda o que era isso e se o que eu sentia era uma doença. Quando eu descobri comecei a me tratar, claro, com remédios alopáticos e terapia.

Como eu demorei a descobrir outras condições advindas dessa doenças, que vieram, como a depressão, agorafobia (eu não saio de casa nem pra colocar o lixo pra fora) e TOC.

O que é importante para quem tem os sintomas é sempre procurar um médico sério pra poder prevenir.

Mas Marília porque você ainda não se curou? Isso tem cura?

Sim tem sim, mas depois de muito tempo eu encontrei uma psiquiatra que me receitou um anti depressivo, na época eu até contestei dizendo que não sentia nenhuma depressão, porém ela me explicou que existem determinados tipos de depressão mascarada (aquela que você não sente mas a qualquer hora pode explodir em você, e não é que um dia explodiu?), e comecei a tomá-lo.

No meio do tratamento uma tragédia aconteceu e ela veio a falecer, com isso eu parei o tratamento e tive que recomeçar de novo.

Mas não é fácil, todo e qualquer anti depressivo tem suas reações adversas, porque é um remédio e ele não tem cura imediata, você não vai sair por aí dançando macarena, seu organismo precisa primeiro se acostumar com aquela substância para depois fazer o efeito desejado, com isso muitas pessoas desistem (tipo eu) do tratamento pelos incômodos que traz, mas isso é muito passageiro viu?

Sindrome do Pânico II

Porque eu estou falando isso?

Primeiro porque o Sr. dos Anéis foi à um congresso sobre Prevenção de Acidentes de trabalho e lá um dos convidados falou sobre o rivotril.

O rivotril/clonazepam é um pertence a uma classe farmacológica conhecida como benzodiazepinas, que possuem como principais propriedades inibição leve das funções do sistema nervoso central permitindo assim uma ação anticonvulsivante, alguma sedação, relaxamento muscular e efeito tranquilizante.

Pra quem tem a SP (Síndrome do Pânico) ele é praticamente um SOS pros momentos de crise, ou para podermos dormir melhor (pois a falta de sono eleva o índice de crise de pânico) e outros.

O problema é que SIM ele é um remédio tarja preta e com isso é necessário o uso dele SOMENTE por indicação médica e na dosagem certa.

Temos visto, muitos pessoas utilizarem desse remédio a torto e a direita, sem medir suas consequências.

Gente, muitas vezes eu brinco que “estou tomando rivotril na garrafa pet” (quando é ministrado em gotas) ou “chupando rivotril igual bala juquinha” (quando ele é sublingual).

Essas brincadeira são só minhas pra dizer quando estou em crise, mas eu não tomo JAMAIS nenhuma gota a mais do que o recomendado.

E mais, vocês sabiam que o rivotril leva 24 horas para sair do organismo?

Então, se tomamos esse tipo de medicação JAMAIS podemos fazer uso de bebida alcoólica, o álcool potencializa o efeito do medicamento podendo trazer confusão mental, vômitos, taquicardia e outros.

Fora isso mesmo sem ingerir bebida alcoólica, quando tomamos o remédio, sentimos uma certa sonolência, então em muitos casos se você toma o remédio e for dirigir pode causar algum acidente. #fiquematentos

Mesmo com acompanhamento, é preciso cautela. Rivotril causa dependência SIM embora muitos não acreditem.

Existe uma facilidade em manter uso indiscriminado do remédio e isso é um motivo preocupante, apesar de ser vendido apenas com receita médica, não é tão difícil consegui-lo de outras formas.

Por isso, qualquer remédio para doenças psiquiátricas precisam ser receitados pelos médicos e serem tomados na dosagem certa. Não vai adiantar em nada você tomar mais que só vai fazer confusão no seu organismo podendo até levar à morte.

A segunda coisa, é que esses dias eu estava vendo um programa no GNT: Marília Gabriela Entrevista, com o médico Antonio Geraldo da Silva, sobre suicídio.

Palavrinha forte né? Pois é, mas existem casos de depressão, síndrome do pânico, transtorno bipolar e outras condições que se não forem tratadas o indivíduo pode tentar o suicídio.

E isso acontece mais do nós imaginamos, é aquela coisa, quando não vemos em nosso quintal achamos que não acontece, mas acontece sim.

Os números de suicídio no Brasil e no mundo são alarmantes, e pra que isso seja erradicado existe todo um trabalho tanto da família, como dos psiquiatras e do próprio paciente.

É importante também a família estar atenta à essas condições psiquiátrica para saber como lidar e saber como evitar que o paciente chegue à esse ponto.

Inclusive esse médico está lutando para uma lei contra a psicofobia (é o preconceito contra os portadores de transtornos e deficiência mentais) que nós enfrentamos e muito durante a vida, vocês não tem a menor ideia do que já ouvi e já passei com pessoas que são muito mal informadas.

Seria muito importante ver essa entrevista, para todos nós tanto pacientes como familiares nesse link aqui.

Ah vocês ficaram assustados quando eu disse que tenho agorafobia? Em outro post vou explicar melhor como é isso na minha vida e o que é.

Sindrome do Pânico III

Beijos à todos (as)

12 nov 2012

Dia de Ser Humano: Eu tenho Síndrome de Pânico

Beshas,
Eu fiz esse post há algum tempo e gostaria de compartilhar com vocês tudo de novo porque ainda não estou curada. E de novo voltei ao médico que me passou um milhão setecentos e cinquenta mil recomendações e remédios novos (que por acaso estão acabando com meu estômago de passarinho, mas pelo menos tá melhorando as crises)
Algumas de vocês me conhecem há algum tempo, algumas me conhecem agora.
As que me conhecem lá do antigo sabem do que eu vou falar, mas quem está me conhecendo agora gostaria que me conhecessem mais.
EU TENHO SÍNDROME DO PÂNICO
É meninas quando eu falo do meu rivo tentando ser engraçada é só uma forma de não me atormentar que necessito de medicação para viver.
E sinceramente lendo outros blogs que falam a verdade de suas vidas, ou seja, nem tudo é comercial de margarina e tentando também valer a premissa que esse blog transmite quem eu sou, eu precisava falar e sim falar e muito.
Não sou perfeita, ohhhhhhhhhhhh
Mas é mais um pouquinho do que isso, psicologicamente estou longe da perfeição: Tenho Síndrome de Pânico já faz uns 20 anos.
Naquele tempo ainda era uma doença que ninguém entendia e juravam que era pura definição de ser idiota, medrosa e besta. Nossa como já ouvi isso de pessoas que sequer sabiam o que era.
Há uns 7 anos atrás ainda era controlável a minha condição, tipo sem muitos remédios e tal.
Mas com a vida mudando e muito, a doença foi se expandindo, e muito, e acabei por talvez eu mesma ou talvez eu aliada com a doença, desenvolvendo a minha Síndrome de Pânico que eu tinha mas ainda podia às vezes nem me lembrar dela, em Síndrome de Pânico com agorafobia e TOC.
Não, não é um mar de rosas nem um comercial de margarina.
Os que me conhecem sabem disso, sabem como eu vivo, sabem como é difícil e sabem de tudo aliás.
O que é a Síndrome do Pánico ou Transtorno do Pânico?
O transtorno do pânico ou síndrome do pânico é uma condição mental que faz com que o indivíduo tenha ataques de pânico esporádicos, intensos e muitas vezes recorrentes. Pode ser controlado com medicação e psicoterapia. É importante ressaltar que um ataque de pânico pode não constituir doença (se isolado) ou ser secundário a outro transtorno mental.
Sintomas? cliquem aqui para saber mais.
Fonte: Wikipédia
É né brinquedo não caras amigas de auditório.
Com a chegada da agorafobia eu não saio sozinha, se tiver que sair nem durmo à noite, por muitas vezes eu deixo de ir à lugares que tenho vontade de ir por medo de sei lá o que e acordo todos os dias como se estivesse levando um susto muito grande. Fora outros sintomas que são únicos para cada indivíduo que tem essa doença.
Eu costumo falar pras pessoas que me perguntam o que eu sinto pra elas lembrarem de um momento em que elas sentiram um pânico muito grande. Quando elas lembram e me falam eu retorno com: Agora tenta sentir esse medo todos os dias toda hora.
Se eu tentei terapia? Claro que sim! Se resolveu? Ainda não, ainda não encontrei um terapeuta que eu me identificasse com o método. É a gente tem disso se identificar com o método que os terapeutas aplicam.
Se eu já ouvi muitas vezes: Levanta, sai por aí, vai viver a vida? Sim muitas vezes, mas tente fazer isso sentindo o que eu sinto?
Só que tem que entende o quão dificil é acordar todos os dias sabendo das responsabilidades diárias e ter de fazê-las e combater isso tudo.
Eu tenho uma filha e não quero passar de maneira nenhuma nenhum sentimento que eu esteja sentindo na hora pra ela. Tento esconder, tento não chorar na frente dele (é a Sindrome do Pãnico vem aliada a uma depressão forte que paira na gente por muitas vezes). E isso tudo é dificil pacas!
Já encontrei pessoas aqui pela web com o mesmo problema que viraram grandes amigas com quem compartilhei os mesmos sentimentos.
E posso dizer? Cada um tem seu jeito de sentir e enfrentar isso. Ninguém sente igual e ninguém enfrenta igual.
Mas posso dizer? Não somos seres de outro mundo e nem com frescuras.
Somos de carne e osso. E o que compartilho é que ninguém, mas ninguém mesmo tem uma vida de comercial de margarina.
É claro que tem dias que estou mega bem, e tem dias que estou mega mal.
E não consigo com essa doença passar muito bem por determinadas situações como outras pessoas passariam normalmente, ou que não seja normalmente, mas que não transformasse um pingo no copo d’água em uma tempestade.
Muitas coisas me ajudam: O blog, minha filha, minhas responsabilidades profissionais e pessoais, mas com certeza o que mais ajuda é a compreessão, isso não tem preço nem rivo que me mantenha erguida e de pé.
Claro que se despir assim totalmente aqui no blog talvez seja sinônimo de virar chacota para muitos. Eu sei podem ter certeza, mas muitos também são seres humanos como eu que com essa condição ou não, sei que vão entender. Ainda confio no ser humano.
Mas eu achei que blogar é isso, aqui é minha casa também, e a proposta do blog é ser um Boteco? Entao vamos lá sejamos!
Não sou mais um Blog de Beleza espalhado no mundo e nem quero transmitir que minha vida são só sorrisos o tempo todo, mas também não quero dizer que é uma monstruosidade o tempo todo.
Só queria dizer as beshas bem vindas ao meu mundo o quanto não sou perfeita.
Eu vejo muita gente dizer o quanto sua vida é bonita, é bonita e é bonita que fico pensando se é assim mesmo. É a dificil felicidade extrema da blogosfera.
Fico pensando se não tem momentos em que as pessoas se pegam pensando em suas mazelas.
Mas também não quero transformar o Boteco em uma choração de minhas mazelas. Só gostaria de explicar que há meios de combater isso tudo e que há meios (para quem não tem essa doença) de compreender o outro.
Eu amo quando as minhas amigas vêm se consolar comigo, isso é outra coisa que me faz esquecer dessa doença.
Por isso amigas, quando vocês estiverem lendo esse post, não sintam pena, mas sintam que é por vocês que estou aqui me despindo. Pros que tem essa doença e pros que não tem.

Nosso mundo anda muito individualista e já comentei isso em alguns posts, não me importa a vizinha vir me pedir um kg de arroz depois do churrasco que o marido fez, me importa é que ela está sem arroz!

04 set 2011

Dia de Ser Humano: Eu tenho Síndrome de Pânico

Síndrome do Pânico Algumas de vocês me conhecem há algum tempo, algumas me conhecem agora.
As que me conhecem lá do antigo sabem do que eu vou falar, mas quem está me conhecendo agora gostaria que me conhecessem mais.
EU TENHO SÍNDROME DO PÂNICO
É meninas quando eu falo do meu rivo tentando ser engraçada é só uma forma de não me atormentar que necessito de medicação para viver.
E sinceramente lendo outros blogs que falam a verdade de suas vidas, ou seja, nem tudo é comercial de margarina e tentando também valer a premissa que esse blog transmite quem eu sou, eu precisava falar e sim falar e muito.
Não sou perfeita, ohhhhhhhhhhhh
Mas é mais um pouquinho do que isso, psicologicamente estou longe da perfeição: Tenho Síndrome de Pânico já faz uns 20 anos.
Naquele tempo ainda era uma doença que ninguém entendia e juravam que era pura definição de ser idiota, medrosa e besta. Nossa como já ouvi isso de pessoas que sequer sabiam o que era.
Há uns 7 anos atrás ainda era controlável a minha condição, tipo sem muitos remédios e tal.
Mas com a vida mudando e muito, a doença foi se expandindo, e muito, e acabei por talvez eu mesma ou talvez eu aliada com a doença, desenvolvendo a minha Síndrome de Pânico que eu tinha mas ainda podia às vezes nem me lembrar dela, em Síndrome de Pânico com agorafobia e TOC.
Não, não é um mar de rosas nem um comercial de margarina.
Os que me conhecem sabem disso, sabem como eu vivo, sabem como é difícil e sabem de tudo aliás.
O que é a Síndrome do Pánico ou Transtorno do Pânico?
O transtorno do pânico ou síndrome do pânico é uma condição mental que faz com que o indivíduo tenha ataques de pânico esporádicos, intensos e muitas vezes recorrentes. Pode ser controlado com medicação e psicoterapia. É importante ressaltar que um ataque de pânico pode não constituir doença (se isolado) ou ser secundário a outro transtorno mental.
Sintomas? cliquem aqui para saber mais.
Fonte: Wikipédia
É né brinquedo não caras amigas de auditório.
Com a chegada da agorafobia eu não saio sozinha, se tiver que sair nem durmo à noite, por muitas vezes eu deixo de ir à lugares que tenho vontade de ir por medo de sei lá o que e acordo todos os dias como se estivesse levando um susto muito grande. Fora outros sintomas que são únicos para cada indivíduo que tem essa doença.
Eu costumo falar pras pessoas que me perguntam o que eu sinto pra elas lembrarem de um momento em que elas sentiram um pânico muito grande. Quando elas lembram e me falam eu retorno com: Agora tenta sentir esse medo todos os dias toda hora.
Se eu tentei terapia? Claro que sim! Se resolveu? Ainda não, ainda não encontrei um terapeuta que eu me identificasse com o método. É a gente tem disso se identificar com o método que os terapeutas aplicam.
Se eu já ouvi muitas vezes: Levanta, sai por aí, vai viver a vida? Sim muitas vezes, mas tente fazer isso sentindo o que eu sinto?
Só que tem que entende o quão dificil é acordar todos os dias sabendo das responsabilidades diárias e ter de fazê-las e combater isso tudo.
Eu tenho uma filha e não quero passar de maneira nenhuma nenhum sentimento que eu esteja sentindo na hora pra ela. Tento esconder, tento não chorar na frente dele (é a Sindrome do Pãnico vem aliada a uma depressão forte que paira na gente por muitas vezes). E isso tudo é dificil pacas!
Já encontrei pessoas aqui pela web com o mesmo problema que viraram grandes amigas com quem compartilhei os mesmos sentimentos.
E posso dizer? Cada um tem seu jeito de sentir e enfrentar isso. Ninguém sente igual e ninguém enfrenta igual.
Mas posso dizer? Não somos seres de outro mundo e nem com frescuras.
Somos de carne e osso. E o que compartilho é que ninguém, mas ninguém mesmo tem uma vida de comercial de margarina.
É claro que tem dias que estou mega bem, e tem dias que estou mega mal.
E não consigo com essa doença passar muito bem por determinadas situações como outras pessoas passariam normalmente, ou que não seja normalmente, mas que não transformasse um pingo no copo d’água em uma tempestade.
Muitas coisas me ajudam: O blog, minha filha, minhas responsabilidades profissionais e pessoais, mas com certeza o que mais ajuda é a compreessão, isso não tem preço nem rivo que me mantenha erguida e de pé.
Claro que se despir assim totalmente aqui no blog talvez seja sinônimo de virar chacota para muitos. Eu sei podem ter certeza, mas muitos também são seres humanos como eu que com essa condição ou não, sei que vão entender. Ainda confio no ser humano.
Mas eu achei que blogar é isso, aqui é minha casa também, e a proposta do blog é ser um Boteco? Entao vamos lá sejamos!
Não sou mais um Blog de Beleza espalhado no mundo e nem quero transmitir que minha vida são só sorrisos o tempo todo, mas também não quero dizer que é uma monstruosidade o tempo todo.
Só queria dizer as beshas bem vindas ao meu mundo o quanto não sou perfeita.
Eu vejo muita gente dizer o quanto sua vida é bonita, é bonita e é bonita que fico pensando se é assim mesmo. É a dificil felicidade extrema da blogosfera.
Fico pensando se não tem momentos em que as pessoas se pegam pensando em suas mazelas.
Mas também não quero transformar o Boteco em uma choração de minhas mazelas. Só gostaria de explicar que há meios de combater isso tudo e que há meios (para quem não tem essa doença) de compreender o outro.
Eu amo quando as minhas amigas vêm se consolar comigo, isso é outra coisa que me faz esquecer dessa doença.
Por isso amigas, quando vocês estiverem lendo esse post, não sintam pena, mas sintam que é por vocês que estou aqui me despindo. Pros que tem essa doença e pros que não tem.
Nosso mundo anda muito individualista e já comentei isso em alguns posts, não me importa a vizinha vir me pedir um kg de arroz depois do churrasco que o marido fez, me importa é que ela está sem arroz!
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